Dharma do Amor
- Svami Mahavir

- 15 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 17 de abr.
É comum ouvirmos dizer que, “não sigo nenhuma instituição religiosa. Minha religião é o amor”. Mas e se as pessoas que creem nessa religião do amor decidirem se unir para celebrar e glorificar a personificação do Amor absoluto, o Amor original? E se elas quiserem se refugiar aos pés daqueles através dos quais esse Amor absoluto flui? E se elas quiserem saber quem é a fonte do amor e começar a adorá-lo? E se elas desejarem se unir para cantar e dançar sob o êxtase desse amor? Seria isso, portanto, contrário à religião do Amor?
Bhakti significa serviço devocional amoroso; em outras palavras, a religião do amor. Durante o decorrer das quatro diferentes eras, essa religião do Amor encontra formas diferentes de se expressar, considerando a qualificação daqueles que vivem nessas eras.
“Seja qual for o resultado obtido em Satya-yuga, meditando sobre Visnu; em Treta-yuga, fazendo sacrifícios de fogo; e em Dvapara-yuga, servindo as Deidades do Senhor, pode ser obtido em Kali-yuga simplesmente por cantar o maha-mantra Hare Krishna.”
(Srimad Bhagavatam 12.3.52)
“Especialmente na era de Kali, a penitência mais perfeita a ser executada neste
mundo é o cantar do nome do Senhor Hari (Krishna). Só assim podemos satisfazer o Supremo Senhor através do canto congregacional de Seus Santos Nomes.”
(Skanda Purana)
Embora tenhamos o desejo de amar, nem sempre sabemos o que é o amor e nem a maneira correta de demonstrá-lo. Antes de tentar amar espontaneamente a Deus, é preciso aprender a definição do que é amor e devoção pura.
“Deve-se prestar serviço amoroso favorável ao Supremo Senhor Krishna, sem
desejo de ganho pessoal e sem ser encoberto por atividades materialistas ou especulação filosófica. Isso se chama serviço devocional puro ou o mais elevado.”
(Bhakti-rasamrta-sindhu 1.1)
“Quem é essa Pessoa, sem a qual as entidades vivas não podem sentir felicidade?
Essa é a Suprema Personalidade de Deus, que deleita todas as almas.”
(Taittiriya Upanishad 2.7)
“A Suprema Personalidade de Deus é a fonte da verdadeira felicidade. Nada mais pode trazer uma felicidade real. Apenas a Suprema Personalidade de Deus pode trazer felicidade. Por esta razão, deve-se indagar sobre o Supremo.”
(Chandogya Upanishad 7.25.1)
“A ocupação suprema (Dharma) para toda a humanidade é aquela pela qual, todos podem praticar o serviço devocional amoroso ao Senhor Supremo. Tal serviço devocional deve ser imotivado e ininterrupto para satisfazer completamente a alma.”
(Shrimad Bhagavatam 1.2.6)





Comentários